Devemos combater as práticas religiosas com o espírito patriótico e revolucionário das massas

Circular do Comitê Central do Partido do Trabalho da Albânia (PTA) aos comitês partidários dos distritos sobre a luta contra os preconceitos religiosos

Enver Hoxha

27 de Fevereiro de 1967


Título Original: Praktikat Fetare t’i Luftojmë me Fryniën Patriotike dhe Revolucionare të Masave — Letër e KQ të PPSH Drejtuar Komiteteve të Partisë të Rretheve Mbi Luftën Kundër Fesë, Paragjykimeve e Zakoneve Fetare.

Fonte Original: Enver Hoxha: Obras Completas – Volume 35, páginas 101-113 – Instituto de Estudos do Marxismo-Leninismo do Comitê Central do Partido do Trabalho da Albânia (PTA), Casa de Publicações 8 de Novembro, Tirana, 1982.

Tradução, Adaptação, Tratamento e HTML: Thales Caramante.

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Considerando que, nos últimos tempos, a luta contra a religião, os preconceitos e os costumes religiosos se intensificou em muitas regiões, e com o objetivo de que essa luta seja conduzida de maneira mais correta, sem erros e com maior êxito, julgamos necessário apresentar as seguintes orientações:

A religião é o ópio do povo. É preciso fazer com que essa grande verdade seja compreendida por todos, inclusive por aqueles que ainda permanecem sob sua influência e ainda não conseguiram se libertar dela. Não se trata de uma tarefa fácil, mas tampouco é impossível.

Essa grande luta não deve ser deixada à espontaneidade nem à suposição de que as novas gerações abandonarão naturalmente esse ópio e que a religião permanecerá apenas entre os idosos. Essa concepção é incorreta. A religião só perderá sua influência se for combatida e desmascarada de forma consciente. Caso seja subestimada, ela não desaparece; ao contrário, tende a reviver, a ser propagada novamente e a ampliar sua influência.

Naturalmente, a religião está ligada às concepções de mundo e à consciência das pessoas. Ela atua por meio de conceitos que, ao longo dos séculos, o clero não apenas transformou em dogmas filosóficos, mas também procurou enraizar profundamente na consciência popular. Para isso, associou esses dogmas animistas a disciplinas concretas, formas específicas de organização e aos diversos acontecimentos da vida humana.

A religião sempre procurou vincular todos os aspectos da existência às suas doutrinas, levando as pessoas a relacionarem seus pensamentos e ações à fé, às crenças idealistas e místicas e às demais concepções religiosas.

Por isso, nossa luta contra a religião deve dirigir-se tanto contra os próprios dogmas religiosos e suas concepções filosóficas idealistas e místicas quanto contra as práticas e disciplinas religiosas que penetraram nos costumes cotidianos daqueles que acreditam e, em muitos casos, até mesmo daqueles que não acreditam. Frequentemente, tais práticas continuam sendo reproduzidas sem reflexão, apenas pela força do hábito.

De modo geral, nosso povo não é religioso no mesmo sentido em que muitos outros povos o são. Ainda assim, conserva determinadas crenças e costumes herdados do passado. Atualmente, os membros do clero — com exceção dos católicos — são, em grande medida, pouco instruídos. Sua influência apoia-se menos na elaboração teológica e mais na preservação de práticas religiosas tradicionais: liturgias arcaicas, fórmulas decoradas, rezas repetidas mecanicamente e rituais cujo conteúdo frequentemente nem sequer é compreendido pelos próprios praticantes, muito menos interpretado em seu significado filosófico.

Não deixamos funcionar nenhuma das escolas, nem mesmo as mais elementares, que anteriormente formavam novos religiosos encarregados de interpretar e difundir suas doutrinas. Como resultado, o clero de todas as confissões existentes em nosso país vem se extinguindo gradualmente como corpo organizado. Quanto à publicação de livros religiosos e à difusão de seus dogmas, essa possibilidade desapareceu há muito tempo.

Os muçulmanos, por exemplo, não possuem, nem poderiam possuir em grande número, exemplares antigos do Alcorão acessíveis à leitura, uma vez que estes estão escritos em árabe. Na prática, sobrevivem religiosamente por meio de algumas passagens decoradas do Alcorão, transmitidas oralmente, sem que sejam realmente compreendidas por aqueles que as repetem.

Os ortodoxos não dispõem de maior riqueza literária nem de um clero mais instruído. Sua principal vantagem consiste no fato de possuírem o Evangelho em língua albanesa.

Já os católicos, especialmente seu clero, dispõem de mais livros e, onde lhes é possível, apresentam maior nível de instrução. Continuam a desenvolver a religião católica também como sistema filosófico. Por isso, eliminamos a base material necessária à difusão de sua literatura religiosa e, ao mesmo tempo, suprimimos as condições que permitiam a formação de novos quadros clericais.

Hoje, a questão principal diz respeito às igrejas e mesquitas que ainda existem e que permanecem como os principais locais de reunião dos fiéis para manter viva a religião, ainda que muitas vezes sob formas já decadentes.

A destruição ou o fechamento de igrejas, mesquitas, tekkes(1) e mosteiros apresenta naturalmente dificuldades, pois não devemos entrar em confronto direto com a parcela da população que ainda acredita. Por essa razão, é necessário agir com cuidado e, principalmente, tato com os sentimentos do povo.

Entretanto, muitas dessas instituições já foram fechadas por iniciativa das próprias massas, sem provocar qualquer reação significativa. Algumas ruíram por abandono; outras foram transformadas em depósitos; várias ficaram sem Imãs ou sem sacerdote e, na prática, deixaram de funcionar. A partir dessas formas, devemos continuar avançando até eliminar completamente essas instituições da vida social. Onde ainda existirem propriedades ligadas às instituições religiosas — terras, oliveiras ou outros bens — elas também devem ser retiradas de seu controle.

É interessante observar que, em nossas zonas rurais, praticamente não existe resistência a essas medidas. Isso é resultado tanto do trabalho ateísta desenvolvido pelo Partido quanto do enfraquecimento dos próprios agentes religiosos: os Imãs, os sacerdotes e a literatura religiosa tornaram-se cada vez mais escassos. No campo, de modo geral, a questão da fé religiosa sobrevive sobretudo em certas práticas cotidianas e numa interpretação pragmática dos costumes tradicionais. No entanto, seria um erro menosprezar ou ignorar esse fenômeno, pois ele continua sendo um obstáculo considerável ao desenvolvimento e ao progresso do país.

Para eliminar as práticas religiosas, devemos combatê-las principalmente por meio do espírito patriótico e revolucionário.

Tomemos como exemplo as práticas religiosas muçulmanas. Ao longo de catorze séculos, elas preservaram o caráter da unidade árabe e da dominação árabe por intermédio da religião. O Alcorão é o livro dessa ordem. Tudo nele contribui para a conservação e propagação dessa concepção, complementada, naturalmente, pelos dogmas filosóficos idealistas e monoteístas que, em termos históricos, possuem tão pouca racionalidade quanto os do judaísmo ou do cristianismo.

As normas religiosas do islamismo preservam rigorosamente a ideia de que, quando um muçulmano reza — seja ele egípcio, chinês ou albanês — deve voltar-se para Meca. Isso significa manter não apenas uma unidade espiritual da fé, mas também uma unidade simbólica e temporal. Segundo essa concepção religiosa, Meca constitui o centro de referência para todos os muçulmanos.

Além disso, a disciplina islâmica exige que todo muçulmano, independentemente de sua nacionalidade, aprenda a rezar em árabe. O Alcorão deve ser estudado e recitado exclusivamente nessa língua. Os muçulmanos rezam voltados para o mesmo ponto, o número de orações é igual para todos, as abluções seguem as mesmas regras e o mesmo ocorre com os calendários religiosos, o jejum, as festas do Bayram e os demais ritos.

Devemos mostrar àqueles que ainda mantêm essas práticas o quanto é absurdo conservar e seguir costumes que não possuem qualquer ligação com a vida contemporânea e que pertencem apenas ao passado. É preciso explicar sua origem e seu propósito histórico, demonstrando como tais costumes surgiram sob o domínio do Império Otomano, dos conquistadores turcos e de seus lacaios. Assim, ou seja, que não são eternas nem naturais, mas determinadas pelos eventos dos processos históricos reais e contraditórios.

Portanto, essas práticas nada têm em comum com a fé propriamente dita, nem com a vida real do povo, e devem ser criticadas não apenas do ponto de vista ateísta, mas também sob uma perspectiva da soberania nacional e patriótica.

É possível imaginar que um albanês continue submetendo-se às leis de povos estrangeiros, às normas de antigos conquistadores, ainda que essas leis se apresentem revestidas pela autoridade da religião e da Sharia? Continuar obedecendo a tais regras significa permanecer espiritualmente subordinado ao estrangeiro e reagir ao mundo com uma mentalidade que pertence ao passado. Não é possível, ao mesmo tempo, defender uma política nacional independente e conservar uma visão de mundo moldada por influências ideológicas externas.

A religião conduz a graves equívocos políticos e dificulta o avanço da sociedade. O mundo segue adiante. A Albânia está construindo o socialismo, enquanto algumas pessoas ainda permanecem presas a concepções formadas há mais de um milênio, quando a compreensão do mundo, da vida, dos objetivos humanos e das relações entre os povos era completamente diferente.

Que relação podem ter hoje essas antigas fantasias de Maomé com a realidade contemporânea? Que relação poderiam ter essas concepções com a realidade do século 20? Nenhuma. Por isso, é necessário romper definitivamente essas amarras que prendem o ser humano de pés e mãos e o mantêm submisso à ignorância.

Entretanto, não devemos esquecer a explicação histórica para a persistência dessas práticas religiosas muçulmanas. Pelo contrário: devemos utilizá-la para despertar e fortalecer ainda mais o patriotismo das massas na luta contra os costumes religiosos. É preciso mostrar ao povo, histórica e materialmente, o que significaram, ao longo dos séculos, essas formas de opressão impostas pela religião. Devemos explicar como elas contribuíram para dividir nosso povo, colocando irmão contra irmão; como serviram aos dominadores para melhor nos subjugar; como facilitaram nossa exploração e fizeram correr sangue em nome da fé.

Isso vale para o islamismo, para a igreja ortodoxa e para o catolicismo. Apesar de suas diferenças, todas essas religiões compartilham o mesmo caráter profundamente reacionário, opressivo e idealista. Isso se manifesta tanto em seus dogmas e ensinamentos quanto em suas liturgias, em seu aparato cerimonial e nas práticas disciplinares que procuram impor aos fiéis.

Enquanto, para o islamismo, Maomé é apenas o profeta a quem Deus teria transmitido suas ordens, reunidas no Alcorão, para as igrejas ortodoxa e católica Cristo é o próprio Deus feito homem e enviado à Terra.

Se, para o islamismo, a mesquita é vista sobretudo como um local de oração, o cristianismo atribui à igreja uma posição ainda mais elevada. Nela, Deus é idealizado, a condição humana é rebaixada, e o espírito e o corpo do homem são submetidos a uma liturgia opressiva e aterradora, marcada pela pompa, pelo luxo extravagante do clero e das catedrais e por uma prática cotidiana que acompanha o fiel desde o nascimento até a morte.

Enquanto subsiste, a Igreja não apenas acumula riquezas por meio de incontáveis mecanismos de exploração, práticas parasitárias e formas brutais de submissão; ela também procura conservar entre as pessoas antigos cultos e superstições animistas. Mantém vivas práticas ligadas ao chamado “culto dos mortos”, herdadas de quatro, cinco ou até seis mil anos atrás, como os túmulos de pedra, as cruzes, os mausoléus e os diversos rituais funerários que os sacerdotes continuam celebrando.

Em nosso país, a luta contra a religião não pode desenvolver-se principalmente no plano filosófico abstrato, pois não dispomos das condições históricas que permitiram o surgimento de um clero altamente elaborado do ponto de vista teórico. Por isso, essa luta deve concentrar-se sobretudo contra os costumes, as tradições, os hábitos cotidianos e as interpretações supersticiosas da realidade. Foi precisamente por esse caminho que, durante séculos, o clero conseguiu infiltrar o veneno religioso na vida do povo, associando-o às alegrias, às tristezas e aos acontecimentos mais comuns da existência humana.

Temos, portanto, o dever de estudar cuidadosamente como esse veneno se manifesta, sob quais formas aparece, que transformações sofreu ao longo do tempo, que práticas continuam sendo observadas e de que maneira se disfarçam ou se adaptam às novas circunstâncias.

Durante toda a vida de uma pessoa — do nascimento à morte — os ritos religiosos procuraram penetrar profundamente em sua existência: o batismo, o casamento, os funerais e inúmeros outros costumes funcionam como verdadeiros vermes escondidos dentro da maçã. Somente analisando essas práticas em profundidade e conhecendo-as detalhadamente poderemos conduzir uma luta eficaz contra a religião.

Essa luta deve ser sistemática, ideológica, política e organizativa. Deve ser contínua, sem interrupções nem momentos de complacência. Para combater as concepções religiosas, é necessário elaborar explicações teóricas baseadas no marxismo-leninismo, mas que sejam simples, concretas e adaptadas às condições do país, às características do povo, aos costumes existentes e ao nível cultural de nossos intelectuais. Não devemos copiar mecanicamente experiências que não correspondem à nossa realidade, nem perder tempo com discussões desnecessárias ou questões que não respondem às necessidades concretas da situação.

A luta contra a religião é complexa. Quem não estiver adequadamente preparado para ela não poderá alcançar os resultados desejados. Contudo, dispomos de todas as condições e de um terreno extremamente favorável para conduzi-la com sucesso.

Uma importante arma histórica nessa luta reside no fato de que a religião muçulmana esteve ligada à ideologia dos dominadores turcos; a religião ortodoxa, à ideologia dos chauvinistas gregos que ocuparam partes de nosso território; e a religião católica, subordinada ao Vaticano, esteve associada às ideologias dos ocupantes italianos, ao imperialismo austríaco e ao fascismo italiano.

Ao longo dos séculos, o patriotismo de nosso povo e sua luta pela libertação nacional entraram repetidamente em choque com essas ideologias religiosas e com os membros do clero reacionário que as serviam. Também por isso, o povo albanês não desenvolveu um fanatismo religioso tão profundo quanto o encontrado em outras sociedades. Na essência, a religião frequentemente se colocou em contradição com os ideais de libertação nacional.

Durante a história do povo albanês existiram também religiosos patriotas que, embora não tenham abandonado sua fé, permaneceram ligados ao povo e à causa da libertação nacional. No entanto, em nenhum momento a religião, enquanto religião, desempenhou um papel progressista; quando muito, sua contribuição para a libertação nacional foi secundária e limitada. Esse constitui mais um argumento histórico que reforça a necessidade de prosseguirmos nossa luta contra a religião.

Tendo em vista tudo o que foi dito, nós, comunistas e ateístas, devemos agir também com realismo. Em toda a nossa propaganda contra a religião, seus ritos, dogmas, instituições e clérigos profissionais, devemos ter sempre presente que não devemos travar uma guerra aberta contra as pessoas que acreditam. Entre o povo continuarão existindo homens e mulheres honestos, ligados ao Partido e patriotas leais, que conservarão suas crenças por algum tempo — talvez até o fim de suas vidas.

Com essas pessoas devemos trabalhar com paciência, convicção e firmeza. Contudo, não podemos permitir que essa atuação assuma um caráter ofensivo ou humilhante. O Partido deve aproximar-se delas como um médico dedicado que procura curar um doente, ajudando-o a reencontrar a alegria da vida.

As crenças religiosas não sobrevivem apenas graças aos clérigos profissionais que as propagam e mantêm vivas por meio de manipulações e superstições. Elas também persistem entre o próprio povo. Por isso, ao mesmo tempo que intensificamos a propaganda contra a religião, devemos compreender que a principal tarefa continua sendo trabalhar diretamente com as massas.

Devemos evitar atitudes precipitadas, exaltadas ou imaturas. Cada iniciativa precisa ser cuidadosamente preparada do ponto de vista político.

Fechar mesquitas e igrejas por meio de decretos ou medidas administrativas é algo simples de fazer. O mais difícil, porém, é preparar os fiéis, tanto ideológica quanto espiritualmente, para que compreendam que essas instituições perderam sua razão de existir, abandonem a religião e se libertem conscientemente de suas práticas.

Afinal, pouco importa se uma mesquita ou uma igreja permanece fisicamente de pé quando já não existem fiéis, sacerdotes ou Imãs para mantê-las vivas. Muitas igrejas e mesquitas já estão sendo abandonadas e entrando em ruínas. Não faz sentido investir recursos em sua restauração quando existem tantas outras necessidades urgentes para a construção do país.

Algumas dessas construções podem ser transformadas em museus, quando possuírem valor histórico ou cultural. Outras podem receber novas funções sociais. Contudo, qualquer medida desse tipo deve ser tomada sem violência e sempre com a aprovação da população, que precisa estar previamente preparada política e ideologicamente para compreendê-la e apoiá-la.

Nessas circunstâncias revolucionárias, observamos com atenção uma iniciativa importante vinda tanto da liderança Bektashi quanto de setores do clero muçulmano, que divulgaram uma circular orientando os Imãs e Dervixes a abandonar os turbantes e os trajes religiosos, bem como a entregar as chaves das mesquitas.

Não houve qualquer imposição, pressão ou mesmo recomendação por parte do Estado. Trata-se inteiramente de uma iniciativa deles próprios. Quando necessário, devemos explicar claramente que essa decisão partiu do próprio clero, pois elementos hostis podem tentar utilizá-la para atacar o Poder Popular.

Ao mesmo tempo, considerando a postura que esses religiosos demonstraram, não acreditamos que tenham sido movidos por intenções negativas. Muitos deles mantêm vínculos reais com o povo e com o Estado. Seu gesto, sobretudo por ter ocorrido de maneira rápida e espontânea, atende ao interesse geral da sociedade. Trata-se de um ato patriótico e útil, porque, ainda que continuem a acreditar em sua fé, romperam com uma tradição secular. E isso merece reconhecimento, pois representa, objetivamente, uma atitude progressista.

Seria ainda mais positivo se outros membros do clero compreendessem essa necessidade e colaborassem, seguindo cuidadosamente a estratégia e a tática definidas pelo Partido para a luta contra a religião. Eles perceberiam que o povo não aprova as ações daqueles religiosos que se opõem a esse processo.

Não devemos permanecer indiferentes diante desses indivíduos, mas tampouco atacá-los indiscriminadamente. Devemos procurar conquistá-los para objetivos positivos, pois a grande maioria do povo — especialmente a juventude e os setores mais avançados — apoia essas transformações. Isso possui enorme importância.

Tudo deve ser realizado com firmeza, coerência e perseverança, seguindo o caminho que expusemos acima.

Enver Hoxha
Primeiro-Secretário do Comitê Central do Partido do Trabalho da Albânia (PTA).